sexta-feira, 3 de junho de 2011

Dúvidas sobre os malefícios do glúten

O que é o glúten?
"O glúten nada mais é do que uma proteína de tamanho grande, formada por duas proteínas menores chamadas gliadina e glutenina. Ele é encontrado junto ao amido, em cereais como trigo, centeio, aveia, cevada, triticale e malte",. "Todos os alimentos derivados desses grãos, como farinha de trigo, cerveja e uísque, também possuem glúten em sua composição", completa.  Glúten - Foto Getty Images
Essa substância possui diferentes finalidades na produção dos alimentos. No processo de fermentação do pão, por exemplo, o glúten contido na farinha de trigo é responsável pela permanência dos gases no interior da massa, fazendo com que o pão aumente de volume e não diminua após esfriar.

"Assim como carne e alguns vegetais, o glúten pode ser usado como fonte de proteínas para o corpo", diz Vera Lúcia Sdepanian, chefe do Departamento de Gastroenterologia da Unifesp. Quando é cozido, ganha uma consistência firme, parecida com a da carne vermelha, e pode ser servido sem nenhum outro ingrediente além de temperos. Normalmente, em restaurantes vegetarianos, o caldo de glúten cozido é usado para dar mais gosto ao prato.  
Ele faz mal?

A nutricionista Maíra afirma que o glúten não faz mal para pessoas sem a doença celíaca, pois pessoas "não doentes" não sofrem as reações químicas que danificam o intestino. "Há alguns relatos de pessoas que se sentem com distensão abdominal ao consumir grande quantidade de alimentos ricos em glúten, mas esse sintoma não tem nada a ver especificamente com essa proteína", explica.

O problema em consumir alimentos que possuem glúten não está nessa proteína em si, mas sim nas outras características desses alimentos. "As opções ricas em glúten são bastante energéticas. Como a energia é armazenada no corpo em forma de gordura, o consumo exagerado desses alimentos pode levar ao aumento de peso, obesidade e posteriormente ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares crônicas", explica a nutricionista.

Pessoas não celíacas também podem ter reações ao ingerir esses alimentos, mas relacionadas a outros distúrbios. "Muitos na verdade são alérgicos ao trigo, mas associam os sintomas dessa doença, como a urticária, à ingestão de glúten, o que é totalmente incorreto".

O que é doença celíaca?

Uma pessoa diagnosticada com doença celiaca não pode comer nenhum tipo de alimento que contenha glúten. "Indivíduos com essa doença tem uma reação anormal à ingestão de glúten. O corpo acaba liberando substâncias como a citosina, que danifica e atrofia a parede do intestino delgado. Se não houver um acompanhamento ou um controle da alimentação, essa doença pode levar à morte"..

O sintoma mais clássico dessa doença é a diarréia crônica, causada pela inflamação no intestino delgado, que passa a apresentar falhas na absorção dos nutrientes. "Além disso, os celíacos podem apresentar déficit no crescimento, atraso menstrual, esterilidade, aftas recorrentes e dificuldades para tratar anemia, já que o intestino não consegue absorver o ferro".  

 

Não há cura para essa doença, mas procurar um médico que indique uma dieta sem glúten é o melhor tratamento. "É importante ressaltar que, após o aparecimento desses sintomas, a pessoa não deve parar de comer alimentos que contenham glúten por conta própria. Essa ação pode prejudicar ainda mais o organismo. Só um profissional, depois de fazer uma biópsia do intestino, pode fazer o diagnóstico da doença e indicar uma dieta adequada", recomenda a nutricionista.

É bem provável que o médico indique alimentos que pode ser usados como substitutos do glúten. "Opções feitas com farinha de arroz, fécula de batata, quinua, milho e mandioca são ótimas alternativas.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

DIETA LAXANTE


A dieta laxativa é indicada para pessoas que apresentam decréscimo da freqüência da movimentação intestinal, sensação de evacuação incompleta, dor ao evacuar ou presença de fezes ressecadas.
Deve ser fracionada em seis refeições ao dia, rica em fibras e com muita oferta de líquidos (mínimo de 1,5 l por dia).


Recomendações:

  • Alimentar-se de 3 em 3 horas;
  • Incentivar atividade física;
  • Aumentar a ingestão de líquidos (mínimo de 1,5 l ao dia);
  • Introduzir papa de ameixa (1 colher de sopa, duas vezes ao dia) ou suco laxativo;
  • Aumentar consumo de alimentos com alto teor de fibras: verduras cruas e cozidas, mamão, laranja com bagaço, ameixa, abacaxi, abacate, aveia, farelo de trigo e gérmen de trigo;
  • Evitar consumo de maisena, creme de arroz, arrozina e fubá;
  • Consumir iogurte ou leite fermentado.


Papa de ameixa

Ingredientes
15 ameixas-pretas
2 copos de água
2 colheres (sopa) cheias de óleo de milho ou girassol
Açúcar a gosto

Modo de preparo:
Cozinhe as ameixas na água. Quando soltar o caroço, amassar ou cortar as ameixas formando uma pasta. Misturar o óleo. Se preferir, bater no liquidificador, não passar pela peneira. Adoçar a gosto.
Obs.: pode ser guardado em geladeira por até 7 dias.

Rendimento: 7 porções de 100 ml


Suco Laxativo

Ingredientes:
4 a 5 unidades de ameixa preta seca
½ unidade de mamão papaya ou 1 fatia de mamão formosa
2 copos de água
1 laranja com bagaço
Modo de preparo:
Deixe as ameixas de molho por 12 horas em 1 copo de água. Bata no liquidificador as ameixas amolecidas com os demais ingredientes. Beba o suco a noite, após a última refeição.


Fonte:
Manual de Dietas do Hospital do Câncer A.C.Camargo

domingo, 22 de maio de 2011

Dormir bem é fundamental

Entre todos os problemas que podem ser causados pela privação do sono, os distúrbios hormonais estão entre os mais importantes. As pessoas que dormem menos do que o necessário estão dificultando a tarefa do organismo de realizar alguns processos que são fundamentais para o equilíbrio entre todas as funções que o corpo precisa desempenhar para ser saudável.

O crescimento, por exemplo, é especialmente afetado quando o sono é curto ou de má qualidade. É durante o sono que ocorre a maior quantidade de produção do hormônio GH, que é responsável pelo desenvolvimento. Esse pico se dá durante a primeira fase do sono profundo, menos de uma hora após o início do período de descanso.

A leptina, que controla a saciedade do indivíduo, é liberada em grande quantidade durante o sono. Assim, uma pessoa que tem dificuldade para dormir bem ficará mais propensa a se tornar obesa, devido à ausência da saciedade durante o dia e o aumento da ansiedade nas atividades cotidianas.

A médica e pesquisadora do sono Fernanda Haddad conta que as mulheres têm maior probabilidade de sofrer problemas hormonais em decorrência do sono deficiente, principalmente devido à menopausa, que geralmente começa a apresentar seus sintomas entre 45 e 50 anos. 
O perigo das disfunções hormonais em decorrência do sono vem aumentando. A sociedade atual exige do indivíduo um comprometimento quase integral ao trabalho e está fazendo com que muitas pessoas pensem que podem adaptar o corpo a um número cada vez menor de horas de sono.

Entre as características associadas ao envelhecimento precoce, está a ausência de um sono eficaz. Os insones e as pessoas que forçam o despertar de forma antinatural com muita frequência, em horários nos quais o corpo ainda não está preparado, estão diminuindo a sua própria capacidade intelectual, pois os lapsos de atenção se tornam mais longos e corriqueiros. Desse modo, o fato de exagerar no trabalho e
 
negligenciar o sono tende a piorar o desempenho humano nas tarefas corporativas, em vez de melhorar.
 
ATE MAIS!!!!!! 

Alimentos que estimulam o cérebro







Os alimentos deste grupo contêm substâncias que facilitam a comunicação entre os neurônios, aumentando também a capacidade de pensar, se concentrar, aprender e memorizar. Confira abaixo alguns nutrientes e minerais amigos do cérebro:

- Zinco, Selênio, Ferro e Fósforo: Sais minerais que participam de inúmeras trocas elétricas e mantêm o cérebro acordado e ativo (elétrico). Presente em todas as sementes e grãos, em raízes e nas folhas verde escuro, iogurtes.

- Vitamina E: Poderosa ação antioxidante. Presente em todas as sementes e grãos, como também em óleos vegetais prensados a frio.

- Vitamina C: Famosa ação antioxidante. Presente nas sementes frescas e cruas que foram pré-geminadas, assim como na maioria das frutas.
- Vitaminas do complexo B: Regulam a transmissão de informações (as sinapses) entre os neurônios, presente nas sementes e nas fibras dos alimentos integrais e proteínas.

- Bioflavonoides: São polifenois com forte ação antioxidante. Além das sementes, são encontrados também no limão, frutas cítricas, uva e nas folhas verde escuro.

- Colina: Participa da construção da membrana de novas células cerebrais e na reparação daquelas já lesadas. Presente na gema do ovo e em todas as sementes e grãos (predominância na soja), como também em óleos vegetais prensados a frio.

- Acetil-colina: Um neurotransmissor, fundamental para as funções de memorização no hipocampo. Presente na gema do ovo e em todas as sementes e grãos (predominância na soja), como também em óleos vegetais prensados a frio.

- Fitosterois: Estimulante poderoso do sistema de defesa do organismo, reduzindo proliferação de células tumorais, infecções e inflamações. Presente em todas as sementes e grãos, como também em óleos vegetais prensados a frio.

- Fosfolipídeos (entre eles a Lecitina): Funcionam como um detergente, desengordurando todos os sites por onde passa. Além disso, participam na recuperação das estruturas do sistema nervoso e da memória. Presente em todas as sementes e grãos (predominância na soja), como também em óleos vegetais prensados a frio. 
- Ômega-3: Funciona como um antiinflamatório poderoso, evitando a morte dos neurônios. Existem somente três fontes: os peixes de águas frias e profundas e as sementes de linhaça e prímula.

- Carboidratos: A glicose é a energia exclusiva do cérebro. Por isso, ficar muito tempo sem comer carboidratos diminui a atividade mental. Carboidratos complexos (pão, batata, grãos) são absorvidos mais lentamente, fornecendo energia de forma regular. Já o açúcar dos doces é absorvido tão rapidamente que é armazenado como gordura, sem fornecer energia de modo constante.

- Cafeína: É um potente estimulante do sistema nervoso central. Tem efeitos positivos, como aumento da disposição física e diminuição do sono. Em excesso, causa danos à memória. Café e chá verde.

- Triptofano: Aminoácido que atua no sono e na performance cerebral. Pode ser encontrado no leite, queijo branco, nas carnes magras e nozes. 
 
 
UM ABRAÇO A TODOS!!!!

10 revelações sobre a gastrite

1- A gastrite pode ser causada apenas pela má alimentação? Ou os alimentos irritantes só devem ser controlados por quem já sofre de gastrite?Existem diversas causas da gastrite. O cardápio por si só, porém, não é apontado como responsável pela doença. A inflamação do estômago só acontece por causa da alimentação quando você consome alimentos ou água contaminados pela bactéria Helicobacter pylori. Vale lembrar que hábitos alimentares errôneos, como jejuns prolongados ou refeições muito rápidas, e o abuso de alimentos irritantes, como café, refrigerantes e condimentos, contribuem para o agravamento da gastrite. Solucionar tais questões, equilibrando o cardápio e ajustando os hábitos, melhora a vida de quem passa pelo problema e é capaz de evitar que ele se desenvolva.

2- Dá para ter uma boa qualidade de vida mesmo apresentando gastrite?
Sim. A idéia de que a inflamação não tem cura não se estende a todos os casos. Com exceção das gastrites atróficas (casos em que ocorre uma degeneração da mucosa do estômago), a inflamação é solucionada em 80 a 90% dos casos. Além disso, quando a gastrite for leve ou estiver em processo de cura, a qualidade de vida do paciente será a mesma de uma pessoa que não apresenta o problema. Desde, é claro, que as recomendações médicas sejam seguidas adequadamente.

3- O estresse pode ser considerado sinônimo de pré-disposição à gastrite? Por quê?
Apesar de o estresse ser um fator agravante importante, não existe uma relação direta com o desenvolvimento da gastrite. Ele faz com que o estômago produza mais ácido, diminuindo também as defesas do organismo contra a substância. O resultado são alterações no movimento do estômago, levando a pessoa a sentir uma série de sintomas, não necessariamente relacionados à gastrite.

4- Azias freqüentes podem ser sinais de que a gastrite está prestes a se instalar?
Normalmente, a azia está relacionada a outras doenças que podem co-existir com a gastrite. Um exemplo é o refluxo gastro-esofágico. Somente o médico vai poder diferenciar os problemas.

5- Quando os medicamentos contra a gastrite precisam entrar em ação?
Os remédios contra a gastrite são recomendados sempre que os sintomas estiverem incomodando. Porém, o uso deve ser acompanhado de orientação médica e nunca de forma isolada, seguindo também as recomendações alimentares.

6- Que tipo de remédio combate a gastrite?
A maioria dos remédios atua na diminuição ou no bloqueio da acidez estomacal. Existem ainda, medicamentos voltados para a melhora da movimentação do estômago e remédios direcionados para aliviar a dor. Os antibióticos entram em cena nos casos em que a gastrite é causada pela bactéria Helicobacter Pylori.

7- Homens e mulheres são vítimas na mesma medida?
Não existem evidências que apontem para a diferença de acometimento entre homens e mulheres.

8- Além da queimação, quais sinais denunciam a gastrite?
A popularmente conhecida como dor de barriga acomete os pacientes que sofrem de gastrite. Ela ataca, principalmente, a parte mais alta da barriga e pode vir em forma de queimação, ou ainda, aperto e cólica. Enjôos acompanhados, ou não, de vômitos, são mais participantes da lista de sintomas. Outro sinal de alerta é quando mesmo comendo pouco, a sensação de estufamento aparece.

9- Toda gastrite dói? Em termos de sintomas, qual a diferença delas?
Nem sempre a dor aparece. Em alguns casos, pode ser um incômodo leve. Mas, qualquer tipo de gastrite apresenta um ou mais dos sintomas listados acima.

10- A fitoterapia pode ajudar os pacientes com gastrite? E outros recursos da medicina alternativa?
Não diretamente. A ação da espinheira santa é um dos recursos alternativos que atua como um antiácido leve. Ainda como coadjuvante do tratamento da gastrite, medidas anti-estresse podem ser usadas.

Fonte: Orlando Ambrogini Jr. médico assistente da disciplina de gastroenterologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM)